Robobraille em Portugal e no Mundo

RoboBrille.

Ao ler o livro Comunicar e Integrar, organizado por Augusto Deodato Guerreiro, encontrei um capítulo interessante dedicado a um projeto financiado pela Comissão Europeia, associado ao programa eTEN, com a finalidade de validar o serviço Robobraille Dinamarquês.

Esta validação foi realizada em cinco países: Chipre, Irlanda, Itália, Portugal e Reino Unido. O consórcio foi liderado pelo Synscenter Refsnæs (Dinamarca), e esteve integrado pelas seguintes organizações: St Josephs (Irelanda), Royal National College for the Blind (Reino Unido), ANS Associazione Nazionale Subvedenti (Italia), Pagkypria Organozi Tyflon (Chipre) e o Centro de Inovação para Deficientes (Portugal).

O serviço é simples, o RoboBraille oferece uma ferramenta que realiza a conversão de texto para Braille ou voz. Os utilizadores enviam os seus documentos como anexos em e-mails, e os recebem convertidos para Braille ou voz sintética.

Apesar do projeto já ter terminado há algum tempo (em 2007), têm sido realizadas algumas atividades, aproveitando o resultado deste projeto e de outros projetos.

  • Um acordo para desenvolver uma voz sintética da Gronelândia (Setembro 2013),
  • Criação do Projeto Robobraille Leonardo da Vinci. (Outubro 2013),
  • Criação do Projeto Prospery4all com o Robobrille como serviço chave. (Fevereiro 2014), e
  • mais recentemente, o serviço Robobraille lançado na Românica e na Bulgária (Abril 2014).

O projeto RoboBrille recebeu varios prémios:

  • 2008 Well-Tech award for Innovation and Accessibility, Itália,
  • 2007 Social Contribution Award, British Computer Society, Reino Unido,
  • 2007 Pricess Birthday Grant, Kjaeden, Dinamarca,
  • Projeto eTEN do Mês, Junho de 2007, Comissão Europeia,
  • Nomeado para Projecto eTEN do Ano de 2007, Comissão Europeia,

Conheça mais sobre este projeto em http://www.robobraille.org/

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PMAuthority.com – Helping to keep the talent bar high globally

PMAuthority.com - Helping to keep the talent bar high globally

Hoje é o lançamento oficial da revista digital PMAuthority.com.

PMAuthority.com foi criada para reunir e partilhar informação sobre as competências essenciais de Gestão de Projetos, Estratégia & Gestão e Liderança.

Pode desfrutá-la aqui: http://pmauthority.com

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Como A Cultura de Gestão de Projetos Pode Afetar a Rentabilidade

Como A Cultura de Gestão de Projetos Pode Afetar a Rentabilidade.

Implementar os processos associados à gestão de projetos trás muitos benefícios. Analisemos só um deles: a rentabilidade.

#1 Entendendo a rentabilidade numa empresa SEM uma cultura de Gestão de Projetos

Muitos profissionais que ainda não utilizam a gestão de projetos, fazem mais ou menos uma análise de custo, colocam mais ou menos uma margem para a rentabilidade do projeto, apresentam a proposta ao cliente e se for aprovada começam a trabalhar no projeto.
Ao começarem a trabalhar, começam as surpresas… O custo não era bem esse, normalmente mais elevado, e a rentabilidade começa a ficar cada vez mais pequena, em muitos casos, perde-se dinheiro. Este cenário ainda não é dos piores, o pior cenário é aquele em que não se levam bem as contas, e a empresa pensa que está a ganhar dinheiro com o projeto, quando na realidade está a perder; na maioria das vezes isto acontece, porque existem custos dos projetos (deslocações, atrasos, formação etc.), que não são atribuídos ao projeto, senão à empresa como um todo, ficando com a ilusão de que o projeto foi rentável.

#2 Entendendo a rentabilidade numa empresa COM uma cultura de Gestão de Projetos

Mas, e se fizermos bem as coisas? Será que conseguimos obter a rentabilidade esperada do projeto?

Ao fazermos o planeamento do projeto, ficamos a conhecer o custo do projeto, e a esse custo adicionamos a margem de rentabilidade do projeto.

Numa cultura de gestão de projetos o panorama apresenta-se de uma forma diferente:

– escolhemos só projetos que estejam de acordo com a nossa estratégia organizacional – projetos rentáveis.
– terminamos os projetos dentro do custo planeado, com a qualidade planeada e o prazo planeado- conseguimos obter a rentabilidade esperada
– minimizamos os riscos do projeto – conseguimos obter a rentabilidade esperada.
– aumentamos as oportunidades – conseguimos obter a rentabilidade esperada.
– gerimos as expectativas das partes interessadas. – conseguimos obter a rentabilidade esperada
– gerimos as mudanças .- conseguimos obter a rentabilidade esperada.

Sim, entendeu … A gestão de projetos não aumenta a rentabilidade do projeto, mas aumenta a probabilidade de terminar o projeto com a rentabilidade esperada. Evitando gastar o dinheiro em custos não planeados e ficar com prejuízo no projeto.

A cultura de Gestão de Projetos cria empresas economicamente sustentáveis.

E você? Considera que as empresas deviam ter uma cultura de Gestão de Projetos?

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Afinal , O Que É Um Gestor de Projetos?

O que faz um grande gerente de projetos é a capacidade de ser o maestro da orquestra. - Ricardo Vargas.

Existe uma má percepção de que um gestor de projetos deve ser um especialista na área técnica do projeto em questão. Esta má percepção é muito evidente, basta dar uma olhada às ofertas de emprego que andam por aí, solicitando um gestor de projetos. A maioria delas pedem tanto conhecimento técnico como conhecimento (e em muitos casos certificação) na área de gestão de projetos.

Esta má percepção é uma das razões pelas quais vemos tantas ofertas de trabalho a solicitar gestores de projetos que não são preenchidas, ao mesmo tempo que vemos gestores de projetos a tentar explicar que a oferta de trabalho não está bem enquadrada no que é o perfil dum gestor de projeto.

Vamos então tentar compreende melhor o que faz um grande gestor de projetos. Para isso, partilhamos este videocast de Ricardo Vargas, que nos da uma visão clara do perfil do Gestor de Projetos.

Seguem as minhas anotações sobre o vídeo:

Em resumo estas são as características de um gestor de projeto:

  • Não é necessário o domínio técnico daquilo que o projeto vai abordar.
  • O que interessa é a capacidade que o gestor de projeto tem para montar uma equipa de trabalho, que tenha nos seus integrantes pessoas com profundo conhecimento técnico.
  • O gestor de projetos é um integrador.
  • O gestor de projetos vai usar habilidades não técnicas para realizar o seu trabalho: Uma fortíssima capacidade de liderança, uma capacidade impar de negociar, uma habilidade de motivar a equipa, e a capacidade de ter um pensamento e planeamento sistémico com foco no objetivo do projeto.
  • O que faz um grande gerente de projetos é a capacidade de ser o maestro da orquestra.

Mas porque o gestor de projetos precisa dessas habilidades?

Porque a maior parte dos problemas do projeto não são técnicos, são problemas operacionais, problemas administrativos, problemas motivacionais, problemas relacionados com pessoas, mau dimensionamento do âmbito.

Isto não quer dizer que obrigatoriamente um gestor de projeto não deve ter conhecimento do domínio técnico, mas se tivermos que fazer uma escolha, nós vamos fazer a escolha pelo lado da liderança, pela capacidade organizacional é isso que vai fazer a diferença e é por isso que a profissão é tão fascinante.

E você? Tem notado que existe esta má percepção de que um gestor de projetos deve ser um especialista na área técnica? Conte-nos a sua história.

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