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Archive for the ‘Sustentabilidade’ Category

Mirla Ferreira
by Mirla Ferreira | 9th April 2013
Lala Deheinzelin

LALA DEHEINZELIN pioneira da Economia Criativa

Porque devemos ouvi-la:

Com background nas artes cênicas, cinema e televisão é uma das pioneiras da economia criativa no Brasil. Seu trabalho atual é realizar palestras,oficinas e consultorias, em países de quatro continentes, sobre como aplicar em desenvolvimento local, nacional e empresarial a sistematização que desenvolveu numa rara combinação de economia criativa, sustentabilidade e processos colaborativos em rede . Sua atuação transdisciplinar, depois de iniciada no setor cultural, se expande na ação com empresas, terceiro setor, governos e instituições de fomento, organismos multilaterais e redes colaborativas. É proprietária da Enthusiasmo Cultural e criadora do movimento Crie Futuros.

Uma das fundadoras do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC, parte do Millenium Project das Nações Unidas. Membro do Conselho do Instituto Nacional de Moda e Design/ Calendário Oficial da Moda Brasileira. Assessora Sénior da Special Unit On South-South Cooperation , ONU, 2005/2011.

Publicações: Desejável Mundo Novo (2012); capítulo em Economia Criativa – um conjunto de visões ( 2012) ; capítulo em Sustentar a Vida (2011); coordenadora e coautora de Economia Criativa e Desenvolvimento Local (2010); prefácio de Creative Monetary Evaluation (2009); Introdução ao Compêndio de Indicadores de Sustentabilidade de Nações (2008); uma das organizadoras dos quatro volumes de Economia Criativa, publicados pelo IN- MOD/São Paulo Fashion Week (2007-2010)além de artigos em publicações de cultura, sustentabilidade e desenvolvimento em âmbito iberoamericano.

Entrevista:

Mirla Ferreira: Lala, o seu trabalho mostra porque a Economia Criativa é estratégica no século XXI, nos mostra as oportunidades que oferece, assim como, as condições necessárias para seu florescimento. Pode-nos explicar em que consiste essa Economia Criativa?
Lala Deheinzelin: Economia criativa é um termo bastante novo, e que na verdade não é nada que foi criado recentemente, más é a junção de tudo o que existe como atividade económica e que trabalha com criatividade e cultura como matéria-prima. Todas essas actividades têm coisas em comum, precisam de um ambiente semelhante, e precisam do mesmo tipo de estímulo para formulação de políticas, então a ideia de economia criativa é agrupar tudo isso como um setor para poder formular políticas para isso.

Com a perspectiva de sustentabilidade percebemos a economia criativa, não como sendo uma das estratégias do século XXI senão “a grande estratégia”. Estamos a falar de um recurso que é a criatividade e a cultura, que é absolutamente abundante nos países e é um recurso mágico… mágico porque?… Porque quanto mais usa, mais tem. E o que tem de genial é que é uma atividade económica que não se desenrola unicamente na dimensão económica, ela tem contacto com as outras três dimensões que fazem parte da nossa vida, a simbólica, a social, e a ambiental, quando você trabalha com isso, você consegue transformar isso tudo … por isso é que ela é tão poderosa, porque na verdade, você consegue através de algo que as pessoas fazem, mudar todo o entorno.

Economia Criativa é uma economia baseada em recursos intangíveis, que, além de cultura, conhecimento e criatividade, engloba os ativos intangíveis, a experiência, a diversidade cultural. Tudo aquilo que qualifica e diferencia pessoas, empreendimentos, comunidades, projetos.

Mirla Ferreira: Sabemos que é por meio do trabalho que a pessoa alcança o progresso pelo qual anela, desde o bem-estar material até ao desenvolvimento da inteligência. Neste momento de crise, onde o desemprego se alastra como uma doença perigosa da sociedade, criando miséria. Qual seria a postura mais saudável, dentro do conceito de economia criativa sustentável, que poderiam adoptar os empresários para criar um futuro promissor?

Lala Deheinzelin: Temos recursos naturais, culturais e humanos incomparáveis.. as nossas lideranças não têm consciência ainda do valor que isso tem…

Nós somos, porém não estamos ricos … Existe aí uma diferença muito grande entre o ser e o estar. “Porque nós não estamos ricos?” … Porque a gente não da valor e não investe naquilo que nos é mais precioso. Vivemos a passagem de séculos em que sociedade, economia e política, se organizam em torno dos recursos materiais, como terra, ouro ou petróleo, que por serem tangíveis se consomem com o uso e são finitos. E essa finitude cria uma economia da escassez baseada em modelos de competição. Porém, os recursos intangíveis como cultura, conhecimento, experiência são infinitos, renováveis, e podem apresentar uma economia de abundância, baseada em modelos de colaboração.

Hoje em dia tudo o que intangível vale mais do que é tangível, por exemplo, a marca da Coca-Cola vale mais do que a Coca-Cola, vivemos num momento em que os produtos e serviços se assemelham .. o que é que te distingue?.. é a tua cultura, inclusive como empresa. Não existe mais, numa visão de futuro, uma sobrevivência empresarial sem valores no sentido mais amplo, o seu valor económico vai diminuir se os seus valores éticos não crescerem, e isso está cada vez mais claro.

Mirla Ferreira: E a postura indivíduo? aquele que se encontra à procura de trabalho e que simplesmente não encontra uma oportunidade, perdendo a sua auto-estima dia após dia.

Lala Deheinzelin: A economia criativa depende de duas questões chaves para poder se desenvolver: a primeira é a auto-estima, sem a auto-estima não consegue reconhecer que aquilo que faz tem valor. Aumentar a auto-estima é fundamental.. A outra coisa que é chave é a questão da confiança, e a confiança não existe se não existe auto-estima, porque se você não acredita em você .. você não acredita no outro.. e sem estas duas coisas você também não consegue a ética… e a ética é fundamental, já vimos que o seu valor económico vai diminuir se os seus valores éticos não crescerem.

Mirla Ferreira: Eu acredito no futuro promissor do mundo empresarial. Vem-me a memória uma frase de Thomas Carlyle, “De nada serve ao homem queixar-se dos tempos em que vive. A única coisa boa que pode fazer é tentar melhorá-los”. Como é para Lala Deheinzelin o futuro empresarial?

Lala Deheinzelin: A Economia Criativa pode ser uma chave para a sustentabilidade e para um futuro promissor no mundo empresarial, um lugar onde possamos trabalhar com bem-estar. Neste tipo de economia a gente percebe que existem 4 pilares, que são infinitos.

O primeiro desses pilares é o dos intangíveis, infinito, são infinitos porque não se consomem mas se multiplicam com o uso. O segundo dos pilares, que é outro infinito, é das novas tecnologias, porque você tem um mundo real e muitos mundos virtuais, e a través da tecnologia você potencializa e tem como trabalhar esses intangíveis, Quando se junta esse pilar dos intangíveis com o pilar das novas tecnologias, você gera um terceiro pilar que também é infinito, e que é o mais fascinante de todos, que é o do colaborativo. Existe todo um universo, existe uma nova tendência de economia colaborativa que é fantástica, que são todas as maneiras de trabalhar junto.. a gente olha e fala….. ah ah tudo bacana …seriamos felizes. Qual é o grande problema? .. É que tudo isso está invisível, porque as nossas réguas, todo o jeito que tem de medir, de dar valor, de comparar, de ver evidencias, são feitas para o financeiro, quantitativo e numérico. Então esses três infinitos estão como se fossem invisíveis. A questão toda é .. como é que a gente desenvolve outras métricas, outras moedas, outros indicadores? este é o 4 pilar, é uma visão multidimensional de riqueza, novas moedas e indicadores. É o desafio para o qual trabalho constantemente…


Lala Deheinzelin no TEDxPorto – Criar Estilos De Vida Sustentáveis


Joel Carboni
by Joel Carboni | 28th March 2013

“Can I see some data to back that up?” and “You can’t manage what you don’t measure.”

If I had a nickel for every time I heard these two sayings, I could at least buy a grande triple latte at Starbucks. (Possibly even a scone.) There are many tools, formulas, and calculators out there to measure sustainability?. Many of which are very good. When it comes to project management however, none quite fit. One challenge is that you can’t dictate a standard for measuring sustainability as it pertains to projects because there are no two that are the same. How then do you quantify the value of integrating sustainable methods to project delivery unless you can set baselines and develop metrics to set targets for improvement?

Our P5 Model looks at the triple bottom line from an integration standpoint. The graphic below illustrates how we correlate a project’s product and process impacts to each triple bottom line category, sub-category, and element. If this table looks familiar, it is because it is an adaptation from the sustainability checklist that was developed at the 2010 IPMA Expert Seminar ‘Survival and Sustainability as Challenges for Projects”. (Silvius 2010)

P5 Integration Graphic

A calculator for projects must have the ability to establish baselines and provide clear metrics that project stakeholders could easily digest and needed to be flexible enough to adapt to what is important to a variety of organizations and project types. Based on feedback from GPMs who are actively using our PRiSM methodology, our training providers, and course participants, we put our collective heads together and have released GPM® Calculator 1.0

Our tool, which we expect to refine and improve on a regular basis, measures the impact products (based on deliverables and objectives), processes and recourses against the eleven categories and three base bottom lines to deliver a six point rating system that can be translated into base scores. The executive dashboard (shown below) shows a simple pie chart that shows direct impact of a single project, while the two line graphs a the botttom show the measure of process and product.

P5 Dashboard

The P5 dashboard displays in real time, nine charts that measure economic, social, and environmental impact that the user defined objectives, deliverables, processess have.

P5 Dashboard

The easy to use interface, uses a six point color coded scale and custom inputs to allow for ease of use and configurability to all project sizes and types.

P5 Impact Sheet

This tool has been made available to our training partners and to our subscribed members. This measurement tool along with our partner Objective World’s xD Sustainability Manager, which uses our PRiSM methodology are just a couple of the ways that we are raising the bar.

Sustainability starts with project management!

The original article was posted in Treading Lightly and tagged with Green Project Management, Sustainabilty in Project Management, Triple Bottome Line, Project Processes, PRiSM

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by Emeteclass | 30th May 2011

Itcize - Resources to support non-profit organizations in their missionsWe believe that Information Technology solutions, awareness, education, and resources are valuable assets to support non-profit organizations in their missions. Enabling them to manage information, communicate, perform, account and handle various others IT related tasks, will allow them to keep growing, thus improving our society and environment: our world.

We have developed three programs:

  • Online Outreach Program: We offer tools and services to help non-profits achieve and sustain a strong web presence. Having a “web 2.0” strategy help to leverage the power of community, collaboration and collective expertise to bring great results.
  • Staff Technology Capacity Program: Training programs in Technology give conditions to reduce the lack of knowledge affecting internal staff, and create a positive environment for obtaining better results with technologic solutions.
  • Staff Project Management Capacity Program : Non-profit organizations have to understand international Project Management standards, good practices and tools, in order to be more efficient in their missions.

We provide this programs for non-profit organizations, offering to each one an average of 10.000€ in services per year. At his moment, for every 50€ in donations we can give an average of 170€ in services. But with more volunteers we can do better.

Technology can do amazing things. Non-profits are always challenged with small budgets and funds for services and programs, making IT a low priority area compared with others. Help non-profits become more productive and efficient.

ITCIZE is a fundamental part of Emeteclass’s way of doing programs that focus on creating value for our society.

Mirla Ferreira
by Mirla Ferreira | 11th April 2011

Implementação de uma solução de gestão documental com a finalidade de gerir o crescente fluxo de informação de um projeto complexo na área da construção.

O DESAFIO
Equipa de cerca de 150 colaboradores distribuídos em localizações geográficas distintas e mais de 550 projetos. A natureza do projeto obriga a que os colaboradores estejam distribuídos geograficamente, e dado o alto número de documentos a serem distribuídos para a pessoa correcta no tempo certo, era importante não perder o controlo da documentação emitida tanto por entidades externas como internamente. A implementação de processos automáticos de distribuição de documentos e a minimização de erros na distribuição era um factor de êxito para o projeto.

Anteriormente, os documentos eram fotocopiados para cada pessoa envolvida, e distribuídos manualmente. A empresa precisava de uma solução independente da posição geográfica, com capacidade para armazenar grandes quantidades de informação, desmaterializar documentos, e ainda, conseguir que a informação fosse distribuída correctamente e atempadamente, aumentando a produtividade dos colaboradores.

A SOLUÇÃO: BUZZSAW® COMO FERRAMENTA COLABORATIVA NO CENTRO DA ESTRATÉGIA
Foi implementada uma solução Web, que permite a constante troca de documentos entre a sede e as diferentes equipas de projeto localizadas em estaleiros de obra. Depois de ser criado o Plano de Classificação, foi preparada uma matriz de distribuição de documentos que suporta as diferentes equipas formadas para cada um dos projetos.

O processo de desmaterialização e distribuição de documentos foi estruturado através da utilização do Buzzsaw® e de ferramentas desenvolvidas internamente, com a finalidade de:

  • Enviar documentos às diferentes equipas de projeto.
  • Receber documentos das equipas de projeto diretamente na sede.
  • Automatização do fluxo de distribuição de documentos.
  • Permitir, em diversas situações, a troca de informação com empreiteiros.

BENEFICIOS
A utilização do Sistema de Informação proposto, permite a troca de informação entre a sede e as equipas de projeto de uma maneira rápida e controlada.

Redução e Optimização de Custos

  • Diminuição de custos associados a deslocações, consequente da implementação do envio electrónico de documentos.
  • Redução de custos associados à eliminação de fotocópias/impressão de documentos.

Aumento da Produtividade

  • Redução do tempo de processamento de documentos.
  • Aumento da % de produtividade dos colaboradores: menos tempo em deslocações e mais tempo para análise de documentos.

Benefícios Ambientais

  • Redução de papel: Ao distribuir eletronicamente os documentos está-se a contribuir para a diminuição da emissão do papel, protegendo o ambiente.
  • Redução de CO2: Ao distribuir eletronicamente os documentos está-se a contribuir para a diminuição das deslocações entre as equipas de projeto e a sede, protegendo o ambiente.

Outros Benefícios

  • Rapidez: É enviado um e-mail com links diretamente ao colaborador que está envolvido no projeto.
  • Facilidade de arquivo: O documento é armazenado automaticamente na estrutura de arquivo da organização, seguindo o Plano de Classificação da empresa.
  • Facilidade de pesquisa do documento para posterior visualização.
  • Maior controlo da documentação com a centralização do arquivo.

“As organizações estão constantemente à procura de estratégias de redução de custos. A gestão documental é uma oportunidade não só para diminuir custos mas que pode também ter efeitos ambientais positivos permitindo às empresas serem socialmente mais responsáveis”

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Autodesk® Buzzsaw® software-as-a-service (SaaS) features document, model, and data management tools to support Building Information Modeling (BIM) workflows with more secure access to project information from your desktop, web, or mobile device.

Mirla Ferreira
by Mirla Ferreira | 14th January 2010

Sustainability Management as a Project Management Knowledge AreaAn Initial Approach to Integrate Sustainability Management into the Project Management Body of Knowledge.

In a world where an ever-increasing population is demanding more and more resources, global sustainability is getting significant relevance in everything we undertake. Nowadays people involved in projects should think in a socially responsible way, making decisions which benefit not only the businesses but also the society and the environment. Governments are imposing regulations, environmental organisations and social groups are rising their hands and companies are including sustainability in their business practices as they realised they can deliver sustainable products while getting more profits. All these factors are impacting the way project managers develop their work and evaluate project constraints. In that sense, every phase in a project presents a potential opportunity for project managers to incorporate sustainability principles while moving towards delivery of sustainable products and services.

As project manager professionals, we think our profession has reached the point of maturity where sustainability management could be effectively integrated into project management practices. This approach would assure project managers will fully consider sustainability in projects as an important component throughout the project life cycle and it will also enable the delivery of sustainable outcomes. In addition, this approach complementing and reinforcing the sense of social responsibility described on it.

The main objective goes beyond the “green” wave the world is experiencing at all levels in our economies. More than “green”, the outcome of projects should be sustainable to the full extent of the concept. This is the big picture, the big challenge all project managers face today in developing solutions for a sustainable future.

Marianela Abarca, MBA, PMP. Business Consultant (Lausanne, Switzerland)
Mirla Ferreira, MBA, PMP. Emeteclass Lda (Aveiro, Portugal)